Apesar das dificuldades por que passou até o momento na carreira, como as demissões no Vasco e no próprio Fluminense, Renato Gaúcho disse que está gostando da mudança e até aconselha os jogadores a seguir a profissão.
- Foi difícil tirar a imagem de jogador para passar para a de treinador. É uma profissão difícil porque o técnico é sempre o responsável. Muitas vezes erramos mesmo, mas sempre quem paga a conta somos nós. É uma profissão que me alegra, apesar dos problemas. É emocionante. Procuro aconselhar os jogadores e passar tudo o que aconteceu comigo também fora das quatro linhas - disse Renato ao programa Arena SporTV.
- Confira outros trechos da entrevista do técnico tricolor:
Renato Gaúcho, o treinador:
"Eu gosto de jogar para a frente. Gosto do futebol ofensivo. Lógico que tomo cuidados na defesa, mas acredito que quanto mais próximos do gol do adversário, mais próximos estamos de marcar. Meu pensamento é buscar o gol o tempo todo. Desde que cheguei ao Grêmio, o time tem sete derrotas, dez empates e pouco mais de 20 vitórias e isso prova que meu pensamento vem dando certo".
Times grandes x times pequenos:
"(O jogo) fica equilibrado quando o time grande acha que vai ganhar na camisa. Esses jogos são a chance de os jogadores dos clubes pequenos se mostrarem. Falei para meus jogadores antes da partida de ontem: 'Temos de ter a mesma vontade do time do Caxias. Se achar que vai ganhar quando bem entender, será difícil. Cabe a nós deixarmos o Caxias jogar ou não'. Foi isso o que aconteceu, eles se aproveitaram e depois tivemos de correr atrás".
Vida pessoal dos jogadores:
"Dei folga aos jogadores no carnaval, porque eles vinham de uma sequência longa de trabalho e estavam merecendo. Eu sempre falo que não me meto na vida particular deles desde que não atrapalhe do portão do Olímpico para dentro. Se não estiver rendendo, vai sair. Na minha época, eu me garantia, fazia de tudo, mas chegava ao campo e me entregava. Se o jogador não fizer isso, quem vai se dar mal é ele mesmo".
De jogador para treinador:
"(Como jogador) trabalhei com os melhores técnicos e comecei a colocar na cabeça que gostaria de ser treinador quando acabasse minha carreira de jogador. Foi difícil tirar a imagem de jogador para passar para a de treinador. É uma profissão difícil porque o técnico é sempre o responsável. Muitas vezes erramos mesmo, mas sempre quem paga a conta somos nós. É uma profissão que me alegra, apesar dos problemas. É emocionante. Procuro aconselhar os jogadores e passar tudo o que aconteceu comigo também fora das quatro linhas".
Como separar o Renato torcedor gremista do técnico:
"Eu sei separar as coisas. Me orgulho, mas, na beira do campo, está o profissional. Fico muito feliz de estar trabalhando no Grêmio, mas ali eu sou profissional. Trabalho para conseguir o melhor para o clube em que estou e no Grêmio não é diferente. Só tenho um pouquinho mais de paciência com a torcida".
Assumir a Seleção Brasileira no futuro:
"Sem dúvida alguma. Quando comecei a jogar futebol, tinha o sonho de chegar à Seleção Brasileira. E cheguei até cedo. Hoje, tenho esse sonho, mas a Seleção está muito bem servida com o Mano (Menezes), que é um grande amigo meu. O mais importante é fazer bem meu trabalho no clube em que eu esteja. Quem sabe um dia vai chegar. Tenho de confiar no meu trabalho".
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